COOPAVEL ALIMENTOS

26 de julho de 2009

MUNDO TÃO DESIGUAL

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FUI AS LÁGRIMAS!

É duro reconhecer que minha "oferta" neste mundo foi muito pouca e não fez grande diferença para aplacar tantas desigualdades. Talvez se todos nós desperdiçássemos menos, distribuíssemos melhor. Fossemos mais generosos. Tivéssemos a compreensão de que desta vida, nada se leva de material. No final de tudo, o que irá nos sobrar é a consciência de que fizemos o nosso melhor e de como vivemos em relação a nossos iguais. Eu poderia ter "oferecido" mais. Poderia ter repartido mais do que já reparti. Eu poderia ter desperdiçado menos, do que desperdicei. Eu poderia ter feito a diferença? Não sei mas, se cada um fizer um pouquinho, já terá feito uma grande diferença na direção da construção de uma humanidade melhor e mais igualitária. Me pego as vezes perguntando porque tanta avareza, gula, luxúria, inveja, orgulho e soberba. Qual o motivo de tanta ira contra nossos iguais?


E NÓS COM ISTO?

É possível que alguém escute a música e se questione; o que ‘nós’ cidadãos temos a ver com isto. Isto é um problema dos governos (corruptos) que assaltam a oportunidade dos outros e como sanguessugas se comprazem e se estufam com o suor alheio. Por isto vou contar um causo que ouvi há muito tempo e nem me lembro direito de quem seja a autoria que cai bem para explicar esta nossa realidade.

A Galinha, o Porco, o Boi e nós com isto?

Era uma bela casa, localizada na zona rural, onde a proprietária comprou uma ratoeira para capturar o rato que passeava à noite pelos cômodos e importunando os moradores. O rato viu o fazendeiro instalando a ratoeira e ficou preocupado e procurou a galinha relatando suas angústias com a presença da ratoeira. A galinha afirmou que nada podia fazer porque era uma galinha, informando "E eu com isto? ". Ratoeira é um assunto que só diz respeito aos ratos.
O rato resolveu então procurar o porco com a mesma angústia. Recebeu a mesma resposta: "E eu com isto"? O ratinho não desistiu e foi levar sua agonia ao Boi. O boi, embora mais amigo, disse-lhe que não tinha como ajudá-lo, mas também afirmou: "Não posso fazer nada. O que tenho eu a ver com isso?"
Naquela noite o rato acordou sobressaltado, afinal a ratoeira funcionou com estrondo. Saiu para ver e verificou que uma cobra havia entrado na casa e sido presa pela ratoeira. A dona da casa levantou-se com o barulho, no escuro, aproximou-se da ratoeira e foi picada pela cobra.
Veio a febre alta, dores, o médico compareceu e verificou a gravidade da situação e receitou uma canja de galinha para a recuperação da dona da casa. E a galinha perdeu a vida... Mas não adiantou, a mulher morreu.
Para atender a refeição dos parentes que vieram ao velório, o dono do sítio matou o porco. E como a notícia se espalhou e nos dias seguintes muitos outros parentes vieram, ele precisou também matar o boi para a refeição de tanta gente...
Conclusão: todos aqueles que disseram "e eu com isto?", embora não percebessem, estavam diretamente envolvidos com a questão do rato. Não é o mesmo que está acontecendo com a sociedade humana?

SOLIDARIEDADE

O desprezo e indiferença com a população mais carente está ocasionando essa violência toda que estamos vivendo. O menino que desprezamos hoje ao bater a nossa porta poderá ser no futuro um marginal que atacará um de nossos filhos. Vi esta semana um juiz tomar uma criança ainda no ventre da mãe porque ela era uma pedinte em sinaleiras e ganhava a vida vendendo doces. A interpretação da 'lei' é de que não se pode levar os filhos para a rua trabalhar. Criança tem que estar na escola ou na creche, mesmo que as autoridades públicas não ofereçam com a presteza necessária. A mãe, que não tinha onde deixar a filha mais velha e a levava para os sinaleiros, perdeu a filha para o Conselho Tutelar, que depois a mãe roubou e escondeu-a junto a parentes que moravam no interior. Gravida de novo, a Justiça resolveu tomar a criança ainda no ventre da mãe, para que não a usasse no futuro para sensibilizar pessoas a lhe darem dinheiro nas sinaleiras da vida. Perdeu uma filha e agora perdia a outra e nem mesmo o direito de vela, ao nascer, lhe foi permitido. Justo? Injusto? Difícil dizer, mas nada foi feito para resolver o problema da mãe e garantir que pudesse ter uma vida mais digna e criar seus filhos.

Por isso, para mudar o mundo, acredito que não há outra saída a não ser a solidariedade.

Um comentário:

  1. Maleski
    Parabéns pelo conteúdo de hoje: amor, solidariedade, nascimento e morte. Daqui, levaremos somente o que de bom e de mau fizermos, para sujeitar ao juizo final. Somos muitas vezes, egoístas, não vemos as necessidade de nossos irmãos que são nossos companheiros de peregrinação por esse mundo. Devemos olhar mais o exemplo de humildade e de amor de São Francisco de Assis e aprender suas lições que foram copiadas de Jesus o Cristo de Deus. Parabéns. Aceite o abraço do elcio

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